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Para que tanto ódio meu amor?

Sentada em um dos bancos do ônibus. Tranquila. Com calor, mas tranquila. Voltando para casa. A sessão com a psicóloga havia sido interessante, assuntos como a vida profissional e achar aquilo que ama fazer eram uns dos meus preferidos e dessa vez foram eles os escolhidos por ela. E para mim o que restava era pensar em cada palavra, cada dica que ela havia me passado, no caso, dentro do ônibus. Pensamento vai, pensamento vem. O ônibus ia, apenas para frente. E eu, tranquila, pensando.

Quando menos espero ouço um grito, bem dos altos, dizendo: ô motorista, liga o ar condicionado aí!!! - e só faltou um palavrão ou algo do tipo para arrebatar a frase. Lembrando que, foi um grito, e não uma sugestão ou algo do tipo. Eu levei foi um susto, um susto pelo tom da voz e ainda mais pela falta de sensibilidade do passageiro. Tudo bem que é função do motorista checar se é necessário ligar ou não o ar condicionado, além de tudo o que é relacionado ao bem estar dos passageiros (assim deveria ser). Mas mesmo cumprindo o seu papel ou não, não é de dever e nem direito de ninguém se achar o chefe do motorista ou um alguém que acha que as outras pessoas estão ali para atender a todas as suas necessidades.

Tudo bem que isso não foi nada de mais, nada grandioso como um soco na cara ou um cuspe no olho (eca). Para quem não possui uma sensibilidade muito aguçada "ô motorista, liga o ar condicionado aí!!!" é tranquilo não é mesmo? Mas as vezes até eu me assusto com o tamanho da minha sensibilidade, é preciso dosar e saber lidar, porque qualquer dia desses vou sair abraçando todo mundo por aí achando que precisam de um colo ou um ombro amigo. Maaas, longe de falar sobre a minha sensibilidade a questão aqui é sobre a necessidade de um ser humano achar que o outro ser humano precisa e deve ser um tipo de subordinado seu, a qualquer custo e em qualquer momento.

Esse tipo de situação no ônibus é coisa que vejo quase que diariamente, no caso de hoje, sim estava calor e um ar condicionado fazia falta ali, ok. Mas dia após dia pessoas são bombardeadas por outras que se acham superiores a elas, como se sendo um motorista de ônibus ou outro profissional eles não tenham seu lado humano que pede por amor, educação, atenção. Ou vai me dizer que todo o ser humano ama ser maltratado ou tratado como um nada? Eu acredito que não.

Sabe, eu observo muito e vejo um ódio sem tamanho das pessoas pelas outras. Basta ir ao Mc Donalds que dá para ver um pouco, ou quem te atende te odeia, ou quem é atendido odeia o atendente... Isso não é no geral, mas é um bom exemplo. E eu não consigo entender. Sim, cada um deve ter o seu motivo, mas maltratar o outro não é das coisas mais nobres para resolver o seu problema não é? Eu só queria que o mundo fosse mais amoroso, que as pessoas fossem mais amorosas, mas como sei que isso é tarefa praticamente impossível de acontecer de um dia para o outro eu faço o que é possível para que isso aconteça. E vou continuar fazendo, vou continuar amando, vou continuar ajudando, porque se gente como a gente, que ama, que ajuda, que faz o pouco que consegue pelo outro morrer, a chance dos que odeiam voltarem a amar serão muito poucas... E o desafio é exatamente esse: amar onde há ódio, sorrir onde há lágrimas, ser diferença onde o ódio se iguala...
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