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Mais um sobre nós

Eu juro, de verdade, que eu já não queria mais escrever sobre você ou sobre nós, mas é que eu me deparo com um lápis e uma folha de papel e pronto, lá estou eu me deleitando sobre as linhas com os meus pensamentos mais longínquos e não uniformes. Você é uma das invasões mais constantes em minha mente e que em diversos momentos tentei bloquear, me desfazer.

Já não estávamos juntos, a decisão fora minha, tenho total consciência disso, afinal, quem de nós senão eu mesma para acabar com tudo? Sabe, eu acabei, acabei mesmo, fui embora na esperança de viver novas coisas, na esperança de respirar novos ares. Mas de que adiantam todas as novidades da vida se nenhuma delas foi capaz de me entender só de olhar? Você era e continua sendo o único que consegue dar sentido às coisas mais simples que existem e nenhuma novidade foi capaz de tal feito.

Peço desculpas a quem não entendeu, ou talvez não devo nem pedir, é que um amor tão grande, capaz de superar a distância e a vontade de esquecer, não é para muitos mesmo, é só para os que se deixam levar, se deixam viver e se deixam amar. A verdade é que nem eu mesma entendo, então tanto faz. O que importa é que o amor está ali e eu nunca sei se ele se foi, eu é que quis sair dele, mas ele aqui quis fazer morada, então eu deixei.

E assim, como bela amante das histórias mais profundas de amor, eu me rendi ao sentimento mais sublime de todos, me rendi a história mais marcante que já vivi, ao amor que nunca se deixou levar por nenhum dos caminhos que a vida me quis apresentar. Me rendi assim, mesmo com medo, mesmo com receios, mas com aquela ânsia, aquele anseio, de verdadeiramente amar.
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