Pular para o conteúdo principal

Aquilo que eu chamo de amor...

Eu sempre vivi de ilusões, confesso. Uma criança e adolescente sonhadora. Uma menina que vivia no seu mundo perfeito e colorido e indagava muito sobre a vida (e ainda indago!). Por que ele(a) agiu tão friamente? Por que o mundo é assim? Eu não posso ser diferente? O que é o certo? O que é o errado? O que é o amor? Sim, eu sempre quis saber o que era o amor... 
Fonte da imagem
Entre filmes e novelas, conversas e leituras eu vivia a acreditar no amor profundo e verdadeiro, aquele amor simples e puro, singelo e natural, e ainda acredito! Mas definir o que ele era, com todas as palavras e significados, era mais do que impossível para mim. E mesmo não conseguindo dar o significado à palavra eu nunca parei de questionar: o que é o amor?

Nessa busca eu descobri que saber o que era o amor não era possível. Eu descobri que mais do que saber o que significava era mais importante viver o amor e aí sim, talvez, entender um pouco do que ele é. Descobri que era preciso saborear aquilo que já vinha de dentro de mim. O amor já estava lá, só era preciso alguém que chegasse bem perto dele e o fizesse florir. E como isso era possível? Como eu ia saber que isso aconteceu?

Eu descobri que para saber se alguém conseguiu chegar perto do amor que existe dentro de mim antes é preciso que esse alguém chegue em um lugar que eu bem conheço e sei como funciona: a minha essência, aquela mesma, que inclui tudo de lindo e tudo de feio que existe em mim. Descobri que não tem como eu amar sem adentrar a essência do outro, sem conhecer e ter contato com todas as faces do EU do outro e até se identificar com a maioria delas. E isso eu descobri, mais do que lendo um livro ou assistindo a uma novela, vivendo.

Eu finalmente descobri que o amor é aquilo que acontece quando o outro toca o que de mais lindo e até de mais feio há dentro da gente. O amor acontece quando, quase sem querer, o outro faz morada naquilo de mais puro que existe dentro de nós, a nossa essência.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Obrigada Depressão!

Obrigada depressão por me ensinar aquilo que nenhum ensino fundamental, ensino médio ou  a faculdade me ensinou. Obrigada depressão, por me mostrar quem é de verdade e quem realmente me ajudou. Obrigada depressão, por me mostrar como o mundo ainda pode ser lindo em meio a tantos motivos para chorar e se amargurar. Obrigada depressão por me mostrar para que veio e por quem vale realmente a pena se importar. Obrigada depressão por fazer-me tanto me amar. Eu te agradeço, e não e pouco não.
Eu te agradeço por fazer-me resgatar. Agradeço por fazer-me resgatar aquela que sempre fui, mas ainda melhor e mais cheia para brilhar. Eu te agradeço por me fazer resgatar tudo aquilo que me faz mais plena e escrever é apenas mais um item dessa lista. Eu te agradeço por me mostrar o verdadeiro valor de um olhar, o valor de um olhar que está lá, apenas me esperando para ajudar. Em meio a tanta dor eu confesso que não quis te aceitar, mas hoje em dia eu vejo que o melhor que fiz foi te deixar entrar.
O…

O dia em que deixei de me afogar e aprendi a nadar sozinha

Senti desespero. Me senti sozinha mesmo estando entre tantas pessoas. Eram pessoas que me amavam, eu sei disso. Cuidavam de mim. Eram meus amigos. Por que tanto medo? Por que tanto receio? Por que esse desespero? Eu não sei. Simplesmente sentia e vinha como um furacão, era apenas um pensamento e pronto: desespero, confusão e angústia tomavam conta de mim. Eu não entendia e ninguém entenderia. Como entenderiam algo que nem mesmo quem sente entende? Me sentia perdida e só. Me sentia confusa e incompreendida. Não me sentia eu e isso era péssimo. O que estava acontecendo? Por que sentir tudo aquilo?
Você estava ao meu lado, você sempre esteve. Obrigada. Conversei contigo, desabafei e tive vontade de chorar... E chorei. Precisava daquele momento. Estranho momento. Você me ouviu, assim como alguém que ouve atentamente ao recado de alguém para saber o que fazer depois. Você me ouviu, processou o que eu te dizia e logo percebeu quantas asneiras e peripécias a minha mente criara. Já não era eu…

Penso, logo sonho...

Eu sonho com aquilo que é possível, mas sonho com aquilo que parece impossível também. É que o impossível e o "jamais feito" muito me atraem. Não me levem a mal, mas é que o mundo já me enche tanto daquilo que é igual, daquilo que é rotina, que sonhar com a impossibilidade me faz transcender. Se depender de mim já sabe, eu não vou parar enquanto não ver o impossível acontecer. Vou mover mundos e fundos, mas nunca vou pensar em desistir ou achar que não sou capaz, porque desistir pra mim já é um verbo que nem gosto de pronunciar e na incapacidade eu definitivamente não acredito.

O engraçado é que sempre fui assim, sonhadora, e ai de quem tenta tirar isso de mim. Não pode! Tirar os sonhos do meu coração é como matar a minha alma com tantos "não". Por que não posso criar tal coisa? Porque não. Por que o mundo não pode ser diferente? Porque ele é assim, oras... Como assim? Tudo bem que mudar tudo pareça tão utópico, eu entendo, mas pelo menos uma parte dá pra tentar va…